"Quando perde a capacidade de sonhar o homem reduz a sua humanidade" "When we lose the ability of dreaming the man reduces his humanity."
12.31.2010
Welcome, bienvenido, bem-vindo 2011!
8.20.2010
O melhor do passado é um bom presente!
Luiz Alberto Gaspar de Vasconcellos
6.10.2010
Uma noite de sábado qualquer
Caminhei o quanto pude na chuva e no vento, sem agasalho. A intempérie foi maior do que a minha necessidade de espairecer um pouco a cabeça atulhada de preocupações. Encontrei um amigo, refugiados numa das laterais do quiosque, o vento não nos incomodava muito. Alguns pingos da chuva insistente molhavam nossos ombros e nossas costas, mas era bastante suportável. Conversamos sobre trabalho, o Brasil, as ações populistas de um presidente esperto que acabará por tirar do caminho um país que há pouco começou a ficar de pé e como bons brasileiros terminamos no futebol, falando da seleção que se prepara para o campeonato mundial realizado pela primeira vez em solo africano.
A conversa que não era assim tão forte, foi sendo dominada pelo vento e pingos grossos da chuva e pela premência de tempo de voltar para casa e ver a novela das seis na Globo. Conforme eu mencionei acima era o início de uma noite de sábado de um homem casado quase há trinta anos, com diversos problemas no trabalho, praticamente sem dinheiro e com pouca imaginação para encontrar algo melhor para fazer no início de noite de um sábado frio, chuvoso e que ventava. Melhor ficar em casa.
5.21.2010
Reflivivendo
5.19.2010
Maria!
Imitemos Maria, pois embora sejamos todos criaturas temporais, foi-nos oferecida a graça de vivermos no espírito do Senhor e de fazermos da nossa carne, o Seu templo.
4.14.2010
Devorador do Tempo
Eu te criei, mas sou fruto de ti. Através do tempo, Tempo, desenvolvo-me, evoluo, involuo, nasço, vivo, morro. Mas, ainda assim, teu criador sou eu, criatura! Ideia minha, meu anseio que tanto não quero mais.
A nossa relação, Tempo, é composta por ambiguidades.
Às vezes só tu podes curar-me as feridas, às vezes, não.
Às vezes só tu podes me mostrar com quem estava a razão, às vezes, não.
Às vezes um mal-entendido, uma palavra mal dita, só tu podes fazê-los esquecidos, às vezes, não.
Às vezes só tu podes evitar um dissabor, uma ofensa, às vezes, não.
Às vezes só tu podes impedir uma batalha e daí uma guerra, às vezes, não.
Às vezes só tu podes adiar uma despedida, às vezes, não.
Às vezes tu dizes, sim! Às vezes, não!
Às vezes te tenho como aliado. Às vezes, como inimigo.
Tu, Tempo, és minha imaginação, minha lógica, minha obviedade. Através de ti roteirizo a minha vida e, vivo de acordo com o teu passar, que às vezes é lento demais, às vezes rápido demais.
Tu és marcado pelas luas, pelas estações, pelas sombras do sol, pelos ponteiros movidos por cordas ou por baterias de lítio.
Afligindo-me, preocupando-me, sinto que daqui a pouco já não poderei fazer da noite o teu final, o teu começo. Será necessário deslocá-los para outra parte de ti, Tempo, pois terei que ter um pouco mais de ti.
Vês como sou teu algoz, teu devorador, teu senhor? Mas, a ambiguidade mais uma vez se mostra, pois enquanto eu te domino, tu me dominas.
A lógica reside no fato de que tu existes porque eu existo. A minha imaginação te cria e alimenta a todo instante. O óbvio é que acabamos por um ao outro dominar, o que me leva a pensar que o mundo é sempre um segundo elevado à potência infinita.
Ah! o tempo acabou!
12.08.2009
Feliz Natal
Cada vez mais, falar de Natal, Natividade, Renovação, Esperança, nos dias de hoje, parece algo sem muito sentido, desprovido da racionalidade e instintos de sobrevivência que acompanham a sociedade moderna. Hoje, para muitos, Deus e seu Filho divino, Jesus Cristo, são fios de uma história que, insistem, está mal contada, sem nexo, irreal. Não se discute o Jesus, filho de José e Maria, como um elemento histórico, pois nisto, somos obrigados a acreditar, simplesmente, porque alguém, no passado, relatou brevemente a sua execução motivada pela acusação de ter sido mentor de ideias e ações político-religiosas transgressoras. Sem dúvida, antes dele e após ele, muitos outros "ativistas transgressores" existiram, mas quantos mereceram, ainda que breve, um registro histórico? Eu, em meus cinquenta anos, o único registro histórico que possuo é a certidão de nascimento que atesta a minha existência para os "devidos fins". Outros mais famosos, têm registros nos jornais, nos livros, na internet por causa de seus cargos, de suas funções, de suas fortunas, de suas atividades, ações e atitudes. Mas, todos, sem exceção, frutos de uma necessidade gerada por uma sociedade de mercado, onde exemplos de sucesso material são a inspiração para uma "vida melhor e vantajosa". Pode-se dizer que são produtos de marketing que perdurarão enquanto durar a tinta no papel e a lembrança e interesse por sua história. Sobre esses o poder da sociedade lhes impõe limites, traduzidos por períodos de existência; eles não são, estão! Mas sobre aquele simples filho de carpinteiro, Jesus Cristo, por mais que se tente negá-lo, descontruí-lo, apagá-lo, rotulá-lo como ativista, transgressor, terrorista, mago, profeta, ser de luz, avatar, extraterrestre, seja lá que título ou origem quiserem-lhe dar, este continuará a mudar destinos, incomodar consciências, a fazer a diferença.
Espírito, Homem, Deus esta trindade que significa toda a eternidade, toda a materialidade, toda magnificência foram reunidas num só ser que simboliza o pensamento do Criador no momento de sua criação.
Eu não procuro a tumba de Cristo. Eu anseio pela verdadeira vida que Ele me prometeu. E, esta vida passa ao largo de qualquer sepulcro, porque não devo procurar dentre os mortos Aquele que vivo está.
Feliz Natal
Luiz Alberto Gaspar Vasconcellos